Apontamentos e reflexões sobre temas históricos do passado ao presente...

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Mar 12

aqui uma apresentação (em espanhol) sobre a história do Museu do Prado.

publicado por Conceição Janeiro às 14:37
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Mar 12

Situado no centro da cidade de Madrid, o Museu do Prado constitui em si mesmo, desde 1819, o núcleo de um âmbito artístico muito amplo, que abarca as obras de mestres de todo mundo.
O museu articula-se em duas sedes, muito próximas entre si: o Edifício Villanueva (o mais emblemático), situado no Passeio do Prado, e o Casón do Bom Retiro.
Nas diferentes salas, o visitante do museu pode encontrar não só excecionais exemplos da obra pictórica de autores espanhóis (Goya, Velázquez, Zurbarán...), como também obras de grandes mestres de outras escolas (Tiziano, Rubens ou O Bosco, por exemplo), bem como mostras de esculturas de grande qualidade e outras expressões artísticas.

Francisco de Goya, Os fuzilamentos de 3 de maio na montanha do príncipe Pio, 1746-1828

 A primeira ideia de criar um museu em Madrid foi-lhe sugerida a Carlos III por seu pintor de câmara e conselheiro em temas artísticos Antón Rafael Mengs. Mas o desejo do pintor não passou de sugestão, ao não o fazer seu o monarca.
A ideia avançou no reinado de Fernando VII, que soube prestar ouvidos às petições da Real Academia de Belas Artes e ao especial interesse que pôs no projecto sua segunda esposa María Isabel de Bragançaa, à que o Museu quis considerar sempre como sua fundadora. Lamentavelmente a rainha morreu sem poder ver a inauguraçãoo do que se chamou Museu Real de Pintura e Escultura, que teve lugar o 19 de novembro de 1819.
Os monarcas espanhóis, especialmente Carlos V, Filipe II e Felipe IV, foram grandes colecionistas de arte. As primeiras obras expostas no Museu foram as pertencentes às Coleções Reais dos séculos XVI, XVII, XVIII e princípios do século XIX. Em 1872 integraram-se no Prado os fundos do Museu da Trinidad.
As doações e aquisições posteriores enriqueceram os fundos do museu, que hoje compreende umas 8.600 pinturas, mais de 5.000 desenhos, 2.000 gravados, 700 esculturas e vários fragmentos escultóricos, cerca de 1.000 moedas e medalhas, e quase 2.000 peças de arte decorativas.
O museu conta com importantes coleções de Pintura espanhola (1100-1850), expondo-se desde murais góticos até algumas das obras mais representativas de Velázquez, O Greco, Murillo ou Goya. A colecção de Pintura italiana abarca desde o primeiro Renascimento até o século XVIII, destacando as obras de Rafael e da escola veneziana (Tiziano, Tintoretto, Verónes e Bassano).


El Greco, O cavaleiro da mão no peito, 1578-1580

 A colecção de Pintura flamenga conta com um conjunto importantísimo de obras do século XVIII, com quadros de Rubens, Vão Dyck e Brueghel, entre muitos outros.

Pieter Brughel, Triunfo da morte, 1562-1563

Também há que destacar a coleção de Pintura francesa (Vão Loo, Poussin, Watteau) e a colecção de Pintura alemã, reduzida em número mas de grande qualidade, contando com obras de autores como Alberto Durer, Lucas Cranach, Baldung Grien ou Anton Rafael Mengs.
Ainda que menos conhecidas que as coleções de pintura há que destacar que o Prado possui excelentes fundos de escultura, artes decorativas, desenhos e estampas. Entre estes últimos teria que destacar a extraordinária colecção de desenhos -mais de 500- de Francisco de Goya.

Fonte: Um percurso por Madrid

publicado por Conceição Janeiro às 10:07
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28
Mar 12
Projetado para abrigar o Gabinete de Ciências Naturais por ordem de Carlos III, o hoje mundialmente conhecido Museu do Prado, em Madrid, capital da Espanha, recebeu somente no ano passado um público de quase 3 milhões de pessoas.Também em 2011, o Museu comemorou o bicentenário da morte e Juan de Villanueva y de Montes (1739-1811), autor da maior parte do imponente edifício.
Embora o Prado hoje seja considerado um trabalho coletivo que documenta em seus 193 anos de construção o envolvimento de mais de vinte arquitetos, Villanueva é por excelência o criador do projeto que serve de sede à famosa pinacoteca, enriquecida com obras-primas como As Meninas, de Velázquez, As Três Graças, de Rubens, as Pinturas Negras, de Goya e o tríptico O Jardim das Delícias, de Hieronymus Bosch.

Enquanto arquiteto real, Juan de Villanueva construiu a Casita do Príncipe ou Casita de Abajo, uma das residências da família real espanhol, entre 1771 e 1775. O edifício do século XVIII está localizado no município de El Escorial, em Madrid. Outra obra desse período é a Casita do Infante no Escorial, que recebeu esse nome em homenagem ao Infante Don Gabriel de Bourbon, filho de Carlos III, e que foi construída entre 1771 e 1773. Também conhecida como Casita de Arriba, é uma pequena vila, com jardins de estilo italiano.

As caraterísticas da arquitetura de Juan de Villanueva são as linhas retas, rigor simétrico e volumes que se articulam com o limpo e o sóbrio, procurando, tal qual um Vivaldi, contrastes harmónicos e rítmicos. Ao lado de Juan de Herrera e Gaudí, o nome de Villanueva compõe uma poderosa tríade dos arquitetos mais importantes da Espanha.

Apontado como principal representante da arquitetura neoclássica espanhola da segunda metade do século XVIII, Villanueva nasceu numa família com tradição nas artes. O pai, o escultor Juan de Villanueva, foi um dos fundadores e diretores do Conselho de Educação da Academia Preparatória de São Fernando, e o irmão era o arquiteto e escritor Diego de Villanueva. Aos 11 anos, Juan de Villanueva y de Montes começou a freqüentar a Academia de Belas Artes de São Fernando. Desenhista reconhecido e de talento, aos 15 anos o jovem Villanueva recebeu o seu primeiro prémio académico e, aos 20, foi agraciado com uma bolsa de estudos académicos na Itália. Era o mês de janeiro de 1759 quando chegou à Via Condotti, em Roma, onde ficou até outubro de 1764, estudando os modelos clássicos dos mestres italianos.

Em 1765 retornou a Madrid, mas antes disso visitou Nápoles e Herculano. Fez também viagens às cidades espanholas de Córdova e Granada para desenhar as antiguidades árabes. Em 1767, Villanueva recebeu o grau de créditos académicos para arquitetura e, ao retornar a Espanha, foi nomeado arquiteto-chefe da Ordem dos Jerónimos, em Escorial, onde conheceu e foi influenciado pelo trabalho de Juan de Herrera, criador do estilo herreriano que muito influenciou a arquitetura espanhola no século XVI.

Foi graças à visão progressista do rei Carlos III que Juan de Villanueva pôde criar a sua mais importante obra, que hoje abriga o Museu Nacional do Prado, caracterizada por linhas retas, materiais sóbrios, como pedra branca e granito, e um certo despojamento no que se refere à ornamentação, ou seja, o oposto dos estilos de seus antecessores, o barroco e rococó. O ano era 1785 e o rei, iluminado e um notório incentivador do debate sobre as idéias ilustradas entre os intelectuais e artistas do reino, ordenou que Villanueva, então com 46 anos, projetasse o Museu das Ciências e História Natural, em Madri. A edificação do museu fazia parte de um projeto ambicioso de modernização da cultura e da economia da Espanha, colocando-a lado a lado das transformações que estavam ocorrendo nos países vizinhos, como França e Inglaterra.

O início da realização dessa obra catapultou Villanueva ao elenco de figuras-chave do novo desenvolvimento urbano madrilenho planejado por Carlos III, embora tenha sido somente 45 anos depois que o edifício veio a ser inaugurado, durante o reinado de Fernando VII, neto de Carlos III. Na verdade, o outro lado da história conta que foi a esposa de Fernando, a rainha Maria Isabel de Bragança, quem colocou pilha no marido para que ele mandasse construir um Museu Real, posteriormente rebatizado de Museu Real de Pintura e Escultura e, tempos depois, Museu Nacional do Prado. A inauguração ocorreu em 19 de novembro de 1819 e, por ironia, Maria Isabel não pôde estar presente, pois havia morrido.

Além do Prado, Juan de Villanueva trabalhou em muitos projetos de construção, juntamente com o também célebre arquiteto Ventura Rodríguez. É dele a histórica reforma da Praça de Maio, em Madrid. Não faltaram títulos e nomeações a Villanueva durante a sua trajetória de vida. Entre eles, Arquiteto da Ordem de Jerônimo no mosteiro do Escorial em 1768, diretor das obras do Passeio Imperial de Madrid, em 1775, arquiteto do Príncipe e Crianças em 1777 e Chefe Arquiteto e Inspetor Real de José Bonaparte, em 1809, entre tantos outros. Considerado gênio por alguns estudiosos, Juan de Villanueva atuou no campo acadêmico e, em 1785, tornou-se Diretor Honorário da Arquitetura e Diretor Executivo da Academia de Artes de São Fernando durante o triénio 1792-1795. Escreveu um livro que teve uma edição póstuma: Arte de Alvenaria (Madrid, 1827).

Fonte: Blogue História e Arquitetura

publicado por Conceição Janeiro às 09:34
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