Apontamentos e reflexões sobre temas históricos do passado ao presente...

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Mar 12

 

Situado junto ao monte Abantos, na Serra de Guadarrama, este monumental complexo foi mandado construir pelo rei Filipe II da Espanha para comemorar a vitória na Batalha de San Quintín, em 10 de Agosto de 1557, sobre as tropas de Henrique II, rei de França, e para servir de lugar de enterro dos restos mortais de seus pais, o Imperador Carlos I e Isabel de Portugal, assim como dos seus próprios e dos seus sucessores.

A planta do edifício, com as suas torres, recorda a forma de uma grelha, pelo que tradicionalmente se diz que se fez assim em honra a São Lourenço, martirizado em Roma no suplício da grelha e cuja festividade se celebra a 10 de Agosto, dia da Batalha de San Quintín. Daí o nome do conjunto e da localidade criada à volta deste.

 

Vê um vídeo sobre este monumento no site ARTEHISTORIA

 

 

As principais secções em que se pode dividir o Real Sítio são:

A biblioteca

Foi à biblioteca que Filipe II cedeu os ricos códices que possuía e para cujo enriquecimento ordenou a aquisição das bibliotecas e das obras mais exemplares tanto de Espanha como do estrangeiro. Foi projetada pelo arquitecto Juan de Herrera que, além da mesma, se ocupou do desenho das estantes que contém. Os frescos das abóbadas foram pintados por Pellegrino Tibaldi. Dotada de uma coleção de mais de 40.000 volumes de extraordinário valor, situa-se numa grande nave de 54 metros de comprimento, 9 de largura e 10 de altura, com chão de mármore e estanteada com ricas madeiras nobres primorosamente talhadas. Arias Montano elaborou o seu primeiro catálogo e selecionou algumas das obras mais importantes para a mesma. Em 1616 concede-se-lhe o privilégio de receber um exemplar de cada obra publicada embora tal nunca se tenha chegado a cumprir de forma rigorosa.

A abóbada de fecho do tecto da biblioteca está decorada com frescos representado as sete artes liberais, ou seja: Retórica, Dialética, Música, Gramática, Aritmética, Geometria e Astrologia.

Palácio de Filipe II

Formado por uma série de salas decoradas com austeridade, foi o lugar de residência do rei Filipe II. Situada junto ao altar-mor da Basílica, conta com uma janela que permitia ao rei assistir à missa deitado na cama quando estava impossibilitado por causa da gota, doença de que padecia com severidade.

Basílica de El Escorial

Precedida pelo Pátio dos Reis, verdadeiro núcleo central de todo o conjunto, em torno do qual se articulam os restantes edifícios.

Sala das Batalhas

Onde em pinturas (afrescos) se representam as principais batalhas vencidas pelos exércitos espanhóis.

Panteão dos Reis

Consta de 26 sepulcros de mármore onde repousam os restos dos reis das casas de Áustria e Bourbon, excepto Filipe V e Fernando VI, os quais elegeram La Granja de San Ildefonso e as "Salesas Reales" de Madrid respectivamente. Faltam também, os restos mortais dos Reis Amadeu I, da Casa de Sabóia, e José I, enterrados na Basílica de Superga de Turim e no Hôtel des Invalides de Paris, respectivamente.

Também repousam aqui os restos dos Reis de Espanha Don Francisco de Assis de Bourbon e de sua esposa a Rainha Dona Isabel II de Espanha. As paredes de mármore de Toledo polido estão decoradas com adornos de bronze dourado.

Os últimos restos depositados no panteão foram os do rei Afonso XIII e da sua esposa, a rainha Vitória Eugénia de Battenberg.

Toda a madeira usada no El Escorial provém da chamada Costa de Ouro de Cuba, constituída pelos antigos bosques de Sagua A Grande, no centro-norte da Ilha.

Panteão dos Infantes

Finalizada a sua construção em 1888, está destinado aos príncipes, infantes e rainhas que não tenham sido mães de monarcas. Com paredes e pavimentos de mármore branco, merece especial menção o do Infante Don João de Áustria. Actualmente estão ocupados 36 dos 60 nichos de que consta.

Salas capitulares

Destinadas atualmente a pinturas, eram as salas onde os monges celebravam os Capítulos, espécie de confissões mútuas para manter a pureza da congregação.

Pinacoteca

Formada por obras das escolas Alemã, Flamenga, Veneziana, Italiana e Espanhola, dos séculos XV, XVI e XVII.

Museu de Arquitectura

Nas suas onze salas são exibidas as ferramentas, gruas e outro material empregue na construção do monumento, assim como reproduções de planos e documentos relativos às obras, com dados muito interessantes sobre as mesmas.

Jardins dos Frades

Mandados construir por Filipe II, que era um amante da natureza, constituem um lugar ideal para o repouso e a meditação. Manuel Azaña, que estudou no colégio dos frades agostinhos deste mosteiro, cita-o nas suas Memórias e na sua obra O jardim dos frades.

Relicários

Seguindo um dos preceitos aprovados pelo Concílio de Trento referente à veneração dos santos, Filipe II dotou o Mosteiro com uma das maiores colecões de relíquias do mundo católico. A coleção compõe-se de cerca de 7.500 relíquias, que se guardam em 507 caixas ou relicários escultóricos elaborados por Juan de Herrera e a maioria construídos pelo marceneiro Juan de Arfe Villafañe.

Fonte: WIKIPEDIA

 

 

publicado por Conceição Janeiro às 22:05

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